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2025: Ótimos Jogos, Tempos Difíceis | Análise do Ano Gamer

calendar_today 06/01/2026

Ótimos Jogos, Tempos Difíceis: O Paradoxal Legado de 2025 na Indústria Gamer A cobertura de fim de ano frequentemente traz à tona um contraste agridoce. Enquanto celebramos as conquistas criativas, é impossível ignorar o cenário mais amplo que as envolve. A análise do ano de 2025, resumida em um tema recorrente de “Grandes Jogos, Tempos Ruins”, captura essa tensão perfeitamente. Lançamentos estelares inundaram o mercado, oferecendo escapismo e excelência técnica, mas por trás da cortina, a indústria de games enfrentava (e ainda enfrenta) uma turbulência sem precedentes. Este artigo não se limita a listar os melhores títulos; ele busca entender o paradoxo: como a criatividade pode prosperar em meio a demissões em massa, instabilidade econômica e pressão insustentável sobre os desenvolvedores? 2025 foi o ano em que o consumidor foi mimado, enquanto o criador era testado ao limite. O Paradoxo do Entretenimento de Elite Se olharmos puramente para a qualidade do produto final, 2025 foi um ano monumental. A barra de excelência narrativa, técnica e de design foi elevada a níveis estratosféricos. Vimos a conclusão satisfatória de sagas aguardadas e o nascimento de novas franquias que redefiniram gêneros. Essa avalanche de qualidade fez com que muitos analistas notassem uma saturação positiva – era difícil acompanhar tudo de bom que estava sendo lançado. Os Pilares Criativos de 2025 O que realmente marcou o ano foi a diversidade e profundidade dos lançamentos. Diferentemente de anos focados em um ou dois gêneros dominantes, 2025 apresentou força em todas as frentes: Renascimento de RPGs Complexos: Títulos que exigiram centenas de horas, provando que o público ainda valoriza profundidade e escolha do jogador. Excelência em Narrativa Linear: Jogos de ação e aventura que alcançaram padrões cinematográficos, emocionando e surpreendendo. Inovação em Jogos Independentes (Indie): Pequenos estúdios continuaram a desafiar as convenções, entregando experiências originais e artisticamente ricas. Otimização e Polimento: Um foco notável em lançar jogos mais completos desde o Dia Um, um esforço que custou caro às equipes internas, mas beneficiou o consumidor. “Apesar da alegria indiscutível de experimentar as obras-primas de 2025, é crucial lembrar que a qualidade não atenua a responsabilidade social. A excelência artística não pode ser construída sobre o sacrifício humano.” A Dicotomia dos “Tempos Ruins”: Instabilidade na Indústria Enquanto os Metacritics voavam alto, o lado corporativo dos games estava em franco desespero. 2025 solidificou a tendência de cortes brutais e reestruturação, mesmo em empresas que reportavam lucros recordes. O foco mudou drasticamente para a eficiência e o lucro a curto prazo, refletindo uma pressão de investidores que veem a indústria como um mero motor de crescimento trimestral, e não como um campo criativo. Demissões em Massa e a Busca por Sustentabilidade Artificial A palavra-chave de 2025 foi “eficiência”. Isso, na prática, traduziu-se em milhares de demissões em estúdios de todos os tamanhos, afetando desde desenvolvedores veteranos até equipes de suporte e QA (Controle de Qualidade). A ironia é gritante: muitos dos jogos celebrados no final do ano foram feitos por equipes que, pouco depois, foram desmanteladas. A tabela abaixo ilustra a crescente discrepância entre o custo de produção (e o sucesso) e a estabilidade empregatícia: Fator de Instabilidade Situação em 2025 Impacto a Longo Prazo Custo de Produção (AAA) Crescimento exponencial (aumento de 30% em 3 anos) Pressão por monetização agressiva (serviços ao vivo). Taxa de Demissões Pico histórico, superando 2024. Fuga de talentos e redução da memória institucional. Foco do Mercado Migração acelerada para IA e ‘serviços’. Risco de homogeneização criativa. Essa instabilidade revela uma falha sistêmica: o modelo de produção de jogos AAA não é sustentável sob a atual pressão de Wall Street. Os estúdios são forçados a buscar lançamentos perfeitos para justificar orçamentos inflacionados, e qualquer falha resulta em cortes imediatos. O consumidor pode ter recebido um ano de excelência, mas o preço foi pago pelos profissionais da indústria. O Legado de 2025 e o Olhar para o Futuro 2025 serviu como um espelho. De um lado, vimos o quão longe a arte interativa pode ir; de outro, fomos lembrados do quão frágil é o sistema que a sustenta. A lição de Kotaku — “Ótimos Jogos, Tempos Ruins” — é mais do que um resumo, é um alerta. O futuro da indústria de games exigirá não apenas a manutenção da qualidade criativa, mas também uma reformulação do modelo de negócios para priorizar a saúde dos estúdios e a estabilidade dos empregos. O sucesso de um jogo não pode ser medido apenas pela nota do Metacritic ou pela receita bruta, mas sim pela forma como ele foi criado. O que esperamos de 2026 e além é que a excelência dos jogos comece a refletir uma excelência na gestão e no tratamento dos talentos que os produzem. A comunidade gamer tem a responsabilidade de exigir essa mudança.

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Análise: Os 12 Melhores Jogos de 2025 e o Legado de um Ano Épico

calendar_today 05/01/2026

Análise: Os 12 Melhores Jogos de 2025 e o Legado de um Ano Épico A divulgação da lista dos 12 Melhores Jogos de 2025, conforme compilado por grandes veículos como a Kotaku, não é apenas um evento anual; é o reflexo de um ciclo industrial que atingiu seu pico criativo. O ano de 2025 será lembrado não apenas pela quantidade de lançamentos, mas pela qualidade inquestionável e diversidade temática que desafiou até os críticos mais experientes. Baixar, instalar e jogar 12 títulos de excelência em um ano já é uma maratona. Escolher apenas 12 entre as dezenas de obras-primas que surgiram é uma tarefa hercúlea, cheia de subjetividade e debates acalorados. Então, o que essa lista nos diz sobre o estado atual da indústria e o que realmente define um Game of the Year? A Batalha de 2025: Por Que Foi Tão Competitivo? 2025 marcou o ponto onde a transição da nona geração de consoles finalmente se consolidou. Desenvolvedores não precisavam mais se preocupar tanto com as restrições dos hardwares antigos, permitindo que a inovação técnica fluísse livremente. Isso resultou em mundos mais densos, narrativas mais ambiciosas e otimização de desempenho desde o dia do lançamento – algo que faltou nos anos anteriores. O Triunfo da Nova IP e o Brilho Indie Embora grandes franquias AAA tenham entregue sequências robustas, 2025 foi notável pelo sucesso estrondoso de novas Propriedades Intelectuais (IPs). Essas novas séries ousaram correr riscos narrativos e de jogabilidade, capturando a imaginação do público. Paralelamente, o setor indie demonstrou que a inovação não requer orçamentos bilionários, com títulos menores roubando a cena graças à sua originalidade artística e design de nível magistral. O Que Define um “Melhor Jogo” para a Crítica? A escolha dos 12 melhores é raramente baseada apenas em gráficos. Os críticos buscam um equilíbrio complexo entre diversos fatores. Essa análise vai além do mero entretenimento, observando o impacto cultural e a execução técnica da visão do desenvolvedor. Os Critérios Invisíveis na Pontuação Final Inovação de Gênero: O jogo desafiou as convenções existentes ou criou novas mecânicas? Longevidade e Suporte: A capacidade de manter a comunidade engajada meses após o lançamento, seja por meio de conteúdo sazonal ou mods. Acessibilidade: A inclusão de opções robustas para jogadores com diferentes necessidades. Narrativa e Personagens: A profundidade emocional e a qualidade do roteiro que fica com o jogador após os créditos. Tendências e Gêneros Chave na Lista de 2025 Embora a lista completa não esteja detalhada aqui, podemos inferir a distribuição de gêneros com base nas tendências gerais de 2025. Esperava-se uma forte representação de Action RPGs (ARPGs) e jogos com fortes elementos de simulação imersiva. Gênero Previsto Foco Principal Porcentagem Estimada na Lista Action/Aventura (Mundo Aberto) Tecnologia gráfica, Densidade do Mapa 30% RPGs (Action e Clássico) Narrativa ramificada, Construção de Personagem 25% Indie/Experimental Inovação de Mecânica, Estilo Artístico 20% Tiro em Primeira Pessoa (FPS) Otimização, Experiência Multiplayer Refinada 15% Outros (Estratégia, Esportes) Fidelidade à Simulação 10% O Legado do Debate e a Escolha da Comunidade Listas de “melhores” são, por natureza, pontos de partida para a discussão. A beleza dessa lista específica é que ela força a comunidade a refletir sobre o que realmente valorizamos em um videogame. O jogo que o crítico coloca em primeiro nem sempre é o título que o jogador médio passou 300 horas jogando. “Em última análise, listas como esta são menos sobre rankings e mais sobre celebrar o mérito artístico de uma mídia que continua a se expandir de maneiras inesperadas. 2025 não decepcionou em nos dar material de sobra para discutir até 2027.” — Opinião Editorial. O Que Esperar de 2026? Se 2025 foi o ano da consolidação técnica, a lista de “Os 12 Melhores” nos dá pistas sobre o futuro. Ela sinaliza que o público e a crítica estão cada vez mais exigentes em relação à polidez no lançamento e à inovação genuína. Qualquer jogo que aspire a um lugar no topo em 2026 terá que ultrapassar o padrão elevadíssimo estabelecido por esses 12 títulos.

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Os 10 Melhores Jogos de 2025 Segundo Ethan Gach (Kotaku)

calendar_today 04/01/2026

A Escolha Ousada: Analisando o Top 10 Jogos de 2025 de Ethan Gach (Kotaku) Todo fim de ano, a comunidade gamer se volta para as listas de “Melhores de…”. Elas são termômetros culturais, guias de compra e, frequentemente, fontes de acalorados debates. Mas e se a lista não for sobre o passado, e sim sobre o futuro? É com essa premissa provocativa que Ethan Gach, renomado jornalista da Kotaku, lança sua lista altamente subjetiva e antecipatória dos Top 10 Jogos de 2025. Este movimento, conhecido como newsjacking de antecipação, não apenas gera conversas, mas também cristaliza quais títulos estão realmente dominando o imaginário coletivo dos jogadores e críticos. A grande questão é: o que faz um jogo antecipado ser digno de uma lista de “melhores” antes mesmo de chegar às prateleiras? A Natureza Especulativa: Por Que 2025? Listas de antecipação são inerentemente arriscadas. Elas misturam esperança, rumores e, no caso de Gach, uma dose clara de desejo pessoal, como exemplificado em seu comentário: “Posso escolher Final Fantasy Tactics 10 vezes?” Este tipo de hiperbólica paixão, embora humorística, aponta para a importância da série no panteão dos RPGs táticos. O ano de 2025, especificamente, está sendo construído sobre as fundações dos atrasos de 2024. Títulos AAA ambiciosos e projetos indie massivamente esperados têm sido empurrados, aumentando a pressão e as expectativas para um ano potencialmente explosivo no mercado de games. Os Destaques Inegáveis da Lista de Gach Embora a lista completa traga muitas surpresas e apostas ousadas, dois nomes ressoam imediatamente com a comunidade, e foram confirmados nas entrelinhas da matéria original: Hollow Knight: Silksong — Mais que um Jogo, uma Promessa Se há um título que se tornou sinônimo de antecipação eterna, é Hollow Knight: Silksong. Desde seu anúncio, o jogo tem pairado como uma lenda urbana, com a Team Cherry mantendo um silêncio quase ensurdecedor, pontuado por raros vislumbres de jogabilidade. O Peso da Expectativa: Colocar Silksong em um Top 10 de qualquer ano é um voto de confiança extremo na qualidade inigualável do seu antecessor. Impacto no Gênero: Espera-se que ele não apenas honre o legado metroidvania, mas que o redefina, assim como o original fez em 2017. O Resgate dos Táticos: A Força de Final Fantasy Tactics A menção repetida de Final Fantasy Tactics, seja na forma de um nono ou décimo título (ou quem sabe, um remake altamente esperado), é um indicador claro de uma tendência: o ressurgimento dos RPGs de estratégia profunda. O comentário de Gach encapsula a devoção dos fãs à narrativa complexa e à jogabilidade estratégica de Ivalice. “A verdadeira medida de um RPG Tático não está em seus gráficos, mas na complexidade de sua árvore de classes e no peso moral de suas escolhas. É por isso que a simples esperança de um novo FF Tactics pode dominar uma lista inteira.” Analisando a Metodologia: Desejo Pessoal vs. Previsão de Mercado O que a lista de Gach revela é que, para um crítico experiente, os “melhores” jogos não são necessariamente aqueles com o maior orçamento de marketing, mas aqueles que prometem preencher nichos de design há muito negligenciados ou que carregam narrativas profundas. A ausência de detalhes sobre outros jogos (como a menção críptica a “Kings”) nos força a refletir sobre quais IPs esquecidas ou novas franquias poderiam fazer parte desse ranking idealizado. Tabela de Antecipação Comunitária vs. Aposta de Gach Para contextualizar a aposta de Gach, comparamos alguns dos títulos mais especulados para 2025 com suas escolhas já reveladas: Título (Especulado para 2025) Categoria de Jogo Status na Lista de Gach Nossa Análise de Probabilidade Hollow Knight: Silksong Metroidvania Confirmado (Alto Ranking) Extremamente alta, se realmente lançado. Final Fantasy Tactics (Novo/Remake) RPG Tático (SRPG) Confirmado (Desejo Principal) Alta, dada a demanda do mercado por táticos. Grand Theft Auto VI Ação/Aventura (Mundo Aberto) Provavelmente fora (Foco 2026+) Baixa para 2025; Gach foca em nichos. The Elder Scrolls VI RPG Ocidental Não mencionado (Muito distante) Praticamente nula. Gach evita a obviedade dos mega-blockbusters (como GTA VI, cuja data de lançamento parece se afastar de 2025) para dar espaço aos jogos que ele acredita que terão a maior relevância cultural e de design. Essa é uma jogada editorial corajosa. O Valor de uma Lista Subjetiva No final das contas, o Top 10 de Ethan Gach serve como um poderoso lembrete de que o entusiasmo é contagioso. Não se trata apenas de quais jogos são objetivamente “bons”, mas de quais jogos têm a capacidade de nos fazer sonhar e de carregar consigo o peso de anos de antecipação. Para o público, a lista é um convite para recalibrar as próprias expectativas e talvez descobrir joias que ainda não estão no radar principal. Para a indústria, é um sinal de que, apesar da fadiga de atrasos, a paixão por certas franquias (sim, estamos olhando para você, Silksong) nunca esmorece.

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2025: O Ano em que a Barreira entre Jogos e Realidade Caiu

calendar_today 03/01/2026

2025: O Ano em que a “Firewall” do Entretenimento Desmoronou Por anos, a comunidade de videogames operou sob uma premissa confortável, embora ilusória: a tecnologia e o entretenimento eram uma bolha de escapismo. Eventos geopolíticos, conflitos sociais complexos e a política corporativa de alto escalão pareciam pertencer a outra dimensão, separada por uma “firewall” invisível. A notícia bombástica da Kotaku, que aponta 2025 como o ano em que essa barreira ruiu de vez, não é apenas um comentário sobre jogos; é um atestado de como a realidade finalmente conquistou o reino digital. Seja com a menção de músicas tema inesperadas como “NIAMOS! (ChandrilIan Club Mix)” ou a inevitável fusão de notícias sobre EA, Microsoft e debates socio-políticos globais, 2025 provou que a cultura pop e o mundo real não podem mais ser dissociados. Essa é uma transformação que exige reavaliação de como consumimos, cobrimos e criamos entretenimento. A Politização Inevitável da Indústria de Games A verdade é que o entretenimento nunca foi apolítico. No entanto, em 2025, o véu caiu de maneira inquestionável. As decisões de grandes publicadoras deixaram de ser apenas estratégias de mercado; elas se tornaram manifestações éticas ou políticas. O consumidor passou a exigir transparência e coerência. A crise de 2025 ensinou que o hardware que usamos e os jogos que amamos estão intrinsecamente ligados a cadeias de suprimentos globais, leis de trabalho e financiamentos corporativos que muitas vezes refletem o estado da política mundial. Quando uma empresa decide onde sediar seus servidores, a quem vende sua tecnologia ou quais vozes apoia (ou silencia), isso tem repercussões que ultrapassam os limites de um simples placar de metacrítica. “Em 2025, aprendemos que não é possível apreciar o design de um jogo enquanto se ignora ativamente as condições de trabalho precárias da equipe que o criou. O contexto virou o conteúdo.” O Fim da Neutralidade no Consumo O impacto dessa queda de “firewall” foi sentido mais fortemente nas prateleiras digitais. Jogadores, antes focados apenas na qualidade gráfica, começaram a ponderar: Ética Corporativa: As demissões em massa ou a postura de uma CEO afetaram a decisão de pré-venda? Geopolítica: A origem ou o mercado primário de um título gerou debate sobre consumo responsável? Cultura do Jogo: O debate sobre representatividade e inclusão deixou de ser um nicho e se tornou mainstream. O ato de jogar, historicamente um refúgio, tornou-se um ato de declaração, intencional ou não. A indústria, que antes podia se esconder atrás da máxima “é só um jogo“, precisou encarar as consequências de ser um ator global com influência bilionária. A Reinvenção do Jornalismo de Games Para o jornalismo especializado, 2025 foi um divisor de águas. Não bastava mais apenas analisar o framerate ou o balanço de uma arma. A cobertura teve que expandir, forçada a abraçar tópicos que antes seriam considerados “muito sérios” ou “fora de pauta”. A foto do Kirby olhando para o horizonte, utilizada na reportagem original, simboliza essa nova paisagem: a doçura e o escapismo ainda existem, mas agora eles coexistem com um horizonte nebuloso, cheio de questões reais. De Críticas a Análises Contextuais Jornalistas foram desafiados a contextualizar a produção. Por exemplo, a análise de um grande lançamento AAA não poderia ser completa sem investigar as condições trabalhistas do estúdio ou o envolvimento da editora em questões externas polêmicas. A Tabela abaixo resume a mudança de foco: Fator de Avaliação Antes de 2025 (Foco Estrito) Depois de 2025 (Foco Ampliado) Qualidade Técnica Gráficos e Otimização Gráficos, Otimização e Consumo de Energia/Sustentabilidade Narrativa Coerência e Escrita Coerência, Representatividade e Potenciais Mensagens Subliminares Empresa Roadmaps de Conteúdo Roadmaps, Práticas de Trabalho e Posicionamento Social Essa nova abordagem não é apenas uma tendência; é uma necessidade de sobrevivência para a mídia que deseja manter a credibilidade com um público cada vez mais cético e politizado. Lições de 2025 e o Futuro Integrado O colapso da firewall não foi um evento singular, mas o ápice de uma série de pressões sociais, econômicas e políticas que vinham se acumulando. Em 2025, o ciclo foi completo: a cultura dos videogames está agora irrevogavelmente entrelaçada com o ciclo de notícias global. O que podemos esperar daqui para frente? Uma indústria mais cautelosa em suas declarações públicas, mas também mais pressionada a ser eticamente responsável. Para os jogadores, a jornada de escapismo pode se tornar ligeiramente mais complexa, exigindo discernimento e engajamento crítico. 2025 não foi o ano em que os jogos ficaram chatos; foi o ano em que eles finalmente se tornaram, inegavelmente, parte do nosso mundo real, em toda a sua complexidade e contradição.

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Melhores Jogos de 2025: Análise da Lista Definitiva

calendar_today 02/01/2026

Os 12 Melhores Jogos de 2025: Uma Análise Crítica da Lista Definitiva Todo final de ciclo na indústria de games é marcado por uma tradição inevitável: a compilação das listas de “Melhores do Ano”. E 2025 não foi diferente. Recentemente, a publicação especializada Kotaku divulgou sua curadoria final, intitulada “Os 12 Melhores Video Games de 2025”. Uma lista que, como esperado, gerou tanto aclamação quanto fervorosos debates na comunidade global de jogadores. Não basta apenas instalar, baixar e jogar — a verdadeira arte de uma lista definitiva reside na capacidade de justificar a exclusão de dezenas de títulos de altíssimo calibre. Nossa missão aqui é ir além do resumo, dissecando os critérios implícitos, avaliando as escolhas ousadas e questionando as omissões que, para muitos, definiram o ano. Contextualizando 2025: O Ano da Consolidação 2025 foi um ano ímpar. Após o boom de novos hardwares nos anos anteriores, vimos a tecnologia se consolidar. Os estúdios puderam, finalmente, explorar o potencial máximo das plataformas atuais, resultando em polimento técnico inédito e narrativas mais ambiciosas. A competição foi feroz, tornando a tarefa de selecionar apenas 12 títulos uma verdadeira prova de fogo editorial. “O fator que realmente definiu 2025 não foi a quantidade, mas a qualidade consistente. Vimos menos jogos quebrados no lançamento e mais experiências prontas para redefinir gêneros.” Dissecando a Lista dos 12 Melhores Embora não tenhamos acesso à lista completa do Kotaku aqui, podemos inferir a provável estrutura e os critérios que guiam tais escolhas. Tipicamente, uma lista desta natureza tenta equilibrar o impacto comercial (os blockbusters) com a excelência artística (os indies ou títulos de nicho). O Peso dos Blockbusters e a Surpresa Indie Historicamente, a inclusão de grandes RPGs de mundo aberto ou shooters AAA de franquias estabelecidas é quase garantida, dado o investimento e a relevância cultural. No entanto, o que diferencia uma boa lista é a inclusão de joias independentes ou jogos experimentais que desafiam convenções. Os critérios que imaginamos terem sido utilizados na seleção final: Inovação na Jogabilidade: O jogo introduziu novas mecânicas ou aperfeiçoou velhas fórmulas de forma significativa? Excelência Narrativa: A história, roteiro e dublagem estabeleceram um novo padrão de imersão? Impacto Cultural: O jogo dominou as discussões online e o cenário de streaming por meses a fio? Polimento Técnico: Performance fluida e ausência de bugs críticos no lançamento. Abaixo, especulamos sobre a distribuição provável dos 12 slots, baseados nas tendências de listas de final de ano: Categoria de Jogo Inclusões Estimadas (dos 12) Foco Principal RPGs/Ação Aventura AAA 4 a 5 Escopo, História, Gráficos Jogos Independentes (Indie) 3 a 4 Inovação, Estilo Artístico Simulação/Estratégia 1 a 2 Profundidade de Sistemas Surpresas/Multiplayer 2 Longevidade, Fator Novidade Omissões Notáveis e o Debate da Comunidade É aqui que a lista realmente se torna interessante. Em um ano tão recheado, a escolha de 12 implica que talvez outros 12 jogos excelentes tenham sido dolorosamente cortados. A comunidade gamer tem uma voz poderosa, e o maior valor de uma lista como a do Kotaku é a discussão que ela provoca sobre os títulos que ficaram de fora. É provável que games focados em serviços contínuos (live service), mesmo que excepcionais, tenham sido preteridos em favor de experiências mais fechadas e finalizadas. Da mesma forma, jogos que sofreram com lançamentos técnicos problemáticos, mas que melhoraram drasticamente ao longo do ano, muitas vezes perdem espaço para aqueles que brilharam desde o Dia Um. A exclusão de um jogo pode significar que, embora fosse tecnicamente impecável, ele falhou em atingir a ‘inovação’ ou o ‘impacto cultural’ necessário para ultrapassar seus concorrentes diretos. É uma linha tênue, frequentemente pautada pelo gosto editorial, mas que reflete a saturação de qualidade de 2025. O Nosso Veredicto: Insights e Projeções A lista dos 12 melhores jogos de 2025 do Kotaku serve como um excelente instantâneo de um ano de alto desempenho na indústria. Ela reforça a ideia de que a diversidade de gêneros e o investimento em novas ideias continuam a ser o motor da criatividade. Para o jogador, essa lista é mais do que um guia de compras; é uma cápsula do tempo do que foi importante. Para a indústria, é um termômetro de tendências. Se há uma lição a ser tirada, é que em 2025, o público buscou: Imersão: Experiências que oferecessem escapismo completo. Performance: Jogos que respeitassem o tempo do jogador, funcionando perfeitamente. Originalidade: Uma fuga do óbvio e do excesso de sequências diretas. Independentemente de concordarmos ou não com cada nome selecionado (ou omitido), a lista dos 12 melhores de 2025 cumpre seu papel vital: manter viva a discussão sobre o que significa excelência em video games hoje.

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Nintendo Switch 2 em 2025: Maior, Melhor, Chato?

calendar_today 31/12/2025

A Crise da “Inovação Chata”: O Estado do Nintendo Switch 2 em 2025 A expectativa em torno do sucessor do Nintendo Switch sempre foi estratosférica. Afinal, o console original redefiniu o mercado de portáteis e híbridos. No entanto, se as análises iniciais e os sentimentos da comunidade em 2025 estiverem corretos, a nova máquina, embora tecnicamente competente, falhou em acender a faísca da inovação. O murmúrio é claro: o Switch 2 é “maior, melhor, mas incrivelmente chato”. O Dilema “Maior, Melhor, Chato” A frase, capturada pela crítica e ecoada pelos consumidores, resume perfeitamente o sentimento que paira sobre o primeiro ano de vida do Switch 2. A Nintendo entregou o upgrade de hardware que todos esperavam: suporte 4K no dock (viabilizado pelo DLSS), telas OLED maiores e um poder de processamento que finalmente coloca a Big N no mesmo século que seus concorrentes. Mas onde está o gimmick? O que faz o Switch 2 ser mais do que apenas um Switch Pro tardio? O medo é que a Nintendo tenha apostado na fidelidade gráfica como seu único diferencial, negligenciando a engenhosidade de design e software que tornou o modelo original um fenômeno cultural. O Switch 2 prometeu a potência de que precisávamos, mas esqueceu-se de entregar a alma que esperávamos. A Nintendo está apostando na fidelidade da marca, mas isso pode não ser suficiente quando os consumidores buscam experiências genuinamente novas. Análise de Hardware vs. Software: A Evolução Tímida Para o consumidor médio, a decepção não reside na performance da máquina, mas sim na sua proposta de valor. O hardware é funcional, mas a biblioteca de lançamento tem sido vista mais como uma “limpeza de estoque” do que uma declaração ousada. Especificações Técnicas: O Necessário, Não o Revolucionário O foco em otimizar o que já existia, em vez de inventar algo novo, fica evidente na ficha técnica do console: Recurso Esperado Realidade do Switch 2 (2025) Impacto no Consumidor Resolução Dinâmica 4K (Docked, via DLSS) / 1080p (Portátil) Melhoria gráfica obrigatória para jogos modernos. Mídia Física Cartuchos proprietários Sem inovação no formato. Mantém a compatibilidade. Inovação em Controle Joy-Cons 2.0 Melhor feedback tátil (HD Rumble aprimorado), mas sem um novo método de interação central. Conectividade Wi-Fi 6E, Bluetooth 5.0 Redução de latência e melhorias de estabilidade online. O Problema da Retrocompatibilidade e dos Remakes A retrocompatibilidade total com a biblioteca do Switch 1 é um alívio e uma funcionalidade essencial. No entanto, quando os grandes destaques do primeiro ano de vida incluem o tão aguardado Metroid Prime 4 (um título em desenvolvimento há quase uma década) e ports aprimorados de títulos antigos (como a versão definitiva de Pokémon), a biblioteca carece de um “título matador” que só poderia existir nesta nova plataforma. A sensação é que o Switch 2 existe primariamente para rodar jogos que o Switch original mal conseguia, e não para abrir novos caminhos criativos. É uma correção, não uma revolução. A Opinião da Comunidade: Por Que a Desilusão? A base de fãs da Nintendo é notoriamente leal, mas também exigente. Eles não querem apenas poder rodar Tears of the Kingdom a 60 quadros por segundo; eles querem uma razão nova e irresistível para justificar o investimento em um console que, inevitavelmente, custa mais caro que seu antecessor. Falta de um Título Launch Definitivo: Ausência de um novo IP que defina o gênero ou um Mario ou Zelda completamente reimaginado. Preço Elevado: O aumento significativo no custo do hardware novo, aliado à percepção de pouca inovação, torna a compra menos atraente. Design dos Controles: Os Joy-Cons 2.0 não trouxeram mudanças radicais, mantendo o design básico e preocupações com a durabilidade (embora o problema crônico de drift pareça mitigado). Confiança Excessiva em Ports: Muitos jogadores sentem que estão pagando por um console para jogar versões aprimoradas de jogos que já possuem. O Caminho a Seguir: O Que Mudar para 2026 Para evitar que a percepção de “chato” se solidifique em 2026, a Nintendo precisa urgentemente de uma virada de jogo. Historicamente, a empresa é conhecida por surpreender no segundo ou terceiro ano de um ciclo de console, e é isso que os analistas esperam. O foco deve migrar de polimento gráfico para a criatividade de software. Isso significa: Explorar o potencial dos novos sensores ou funcionalidades dos Joy-Cons 2.0 em títulos que só façam sentido no Switch 2. Lançar novos IPs que demonstrem o poder narrativo e gráfico da máquina. Melhorar drasticamente os serviços online, área onde a Nintendo consistentemente fica atrás da Sony e da Microsoft. Incentivar os desenvolvedores ocidentais a trazerem seus AAA para o console, não apenas ports antigos, mas sim lançamentos simultâneos de peso. Conclusão O Nintendo Switch 2 em 2025 é um console paradoxal. É indiscutivelmente superior ao seu predecessor em todos os aspectos técnicos, mas falha em capturar a imaginação do público. A lição aqui é que, para a Nintendo, o hardware nunca foi o principal atrativo; sempre foi a magia que ele permite. A menos que a empresa revele em breve o seu próximo grande golpe de criatividade, o Switch 2 corre o risco de ser lembrado apenas como a atualização de hardware que era inevitável, e não como o marco revolucionário que todos esperavam.

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FM 26: Análise e Crítica da Nova Geração

calendar_today 30/12/2025

Football Manager 26: Entre o Gênio Tático e a Frustração da Nova Interface A expectativa em torno de Football Manager 26 (FM 26) atingiu níveis estratosféricos. Depois de um movimento inédito para uma franquia anual de esportes – o cancelamento de Football Manager 25 – a promessa de Sports Interactive (SI) era entregar um jogo construído sobre uma base totalmente nova. Essa nova fundação envolvia a mudança radical para o motor de jogo Unity, uma engine de partidas aprimorada e uma interface (UI) completamente reformulada. Infelizmente, os primeiros reviews sugerem que, embora a ambição tenha sido alta, a execução é um clássico “jogo de dois tempos”. De um lado, temos o motor de jogo e o sistema tático que beiram a perfeição; do outro, a usabilidade sofre com problemas significativos na interface, acompanhada por uma enxurrada de bugs frustrantes. FM 26, ironicamente, parece necessitar de um retorno à prancheta, apesar do ano extra de desenvolvimento. O Dilema da Nova Fundação: Por Que o Unity Falhou na UI? Pular uma edição anual foi um ato corajoso e necessário, dado o escopo da transição para o Unity. Essa nova engine deveria servir como catalisador para a modernização, mas os relatos indicam que a SI concentrou a maior parte de seus esforços no que acontece dentro de campo, negligenciando a experiência do usuário fora dele. A principal crítica recai sobre a interface. Se a promessa era de uma UI mais limpa e intuitiva, o resultado parece ser o oposto. Problemas de usabilidade e navegação são citados repetidamente, levantando a questão: Por que, com um ano a mais, a parte mais básica da interação com o jogador – a tela e os menus – está tão crua? A Promessa Cumprida: A Revolução Tática no FM 26 É crucial reconhecer onde FM 26 realmente brilha. O motor de jogo, juntamente com a reformulação tática, entrega uma profundidade inédita na série. Essa mudança atende a um desejo de longa data da comunidade: ter controle diferenciado sobre as fases de ataque e defesa. “O lado tático do Football Manager se beneficiaria ao dar mais controle sobre como sua equipe funciona, especialmente durante fases específicas do jogo – talvez permitindo que você mude fluidamente de uma formação para outra, dependendo se seu time tem a bola ou não.” Essa observação de nove anos atrás se torna a base do FM 26. Agora, o gestor pode configurar sua equipe para atacar em uma formação mais aberta e ofensiva (ex: 4-2-3-1) e, no momento em que a posse é perdida, transicionar fluidamente para uma estrutura defensiva mais compacta (ex: 4-4-2). Essa granularidade permite uma simulação de futebol muito mais próxima da realidade de técnicos de elite como Pep Guardiola ou Jürgen Klopp, onde a forma do time é definida pela posse de bola. Aspecto Benefício da Nova Tática (FM 26) Impacto da UI Deficiente Fluidez de Formação Transições táticas em tempo real. Dificuldade em configurar e gerenciar as táticas detalhadas. Controle Granular Maior realismo e estratégias complexas. Interferência de bugs nas instruções táticas. Match Engine Visuais aprimorados pelo Unity. Acessibilidade e navegação dos dados pós-jogo ruins. Teething Problems: Interface, Bugs e Recursos Faltantes Um novo motor gráfico traz consigo a necessidade de reescrever fundamentalmente a maneira como o jogo processa e exibe informações. Parece que essa reescrita da UI foi apressada. Os problemas citados são estruturais e afetam a jogabilidade a longo prazo. Usabilidade da UI: Telas desorganizadas e fluxo de navegação não intuitivo, tornando tarefas simples mais demoradas. Bugs Frustrantes: Relatos de inconsistências que quebram o fluxo, algo intolerável em um simulador que exige precisão. Recursos Incompletos: A sensação de que certas funcionalidades, embora prometidas, não foram entregues em um estado polido. Para um jogo que depende tanto da digestão de dados complexos (estatísticas, relatórios, finanças), uma interface falha é o maior obstáculo para a imersão. É como ter um carro esportivo com um painel de controle quebrado. O Passo Histórico: A Inclusão do Futebol Feminino Em meio às críticas, é vital destacar a maior e mais importante adição social de FM 26: a inclusão de 14 ligas femininas. Isso representa não apenas um novo conjunto de times e jogadores para gerenciar, mas um compromisso sério com a expansão da simulação para abranger todo o espectro do futebol moderno. A oportunidade de assumir o comando de equipes como o Arsenal Women, aplicando as novas e sofisticadas táticas (como a transição de 4-2-3-1 para 4-4-2), adiciona um valor de replay e uma diversidade de experiências que a franquia nunca teve antes. Conclusão: O Gênio Inacabado Football Manager 26 é o caso clássico de potencial ilimitado preso por problemas técnicos. O sistema tático é uma obra-prima de design e o novo motor de jogo, impulsionado pelo Unity, finalmente começa a entregar as partidas de alto nível que os fãs sempre sonharam. No entanto, a decepção com a interface e a presença de bugs sugerem que a SI, apesar do ano extra, lançou um produto que precisava de mais tempo no controle de qualidade. A base está lá, e ela é sólida, mas a camada de interação do usuário é quebrada. Agora, a pressão recai sobre a Sports Interactive para lançar patches de correção substanciais e rápidos. Se conseguirem resolver a UI e exterminar os bugs, FM 26 poderá se tornar o melhor jogo da série. Mas, no estado atual, é difícil não sentir que a antecipação foi traída por detalhes frustrantes.

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Ambrosia Sky: Limpeza Cósmica, Morte e Busca por Imortalidade

calendar_today 29/12/2025

Ambrosia Sky: Limpeza Cósmica, Morte e a Busca por Imortalidade No vasto e crescente universo dos jogos independentes, as combinações de gênero mais inesperadas frequentemente geram as experiências mais memoráveis. Ambrosia Sky: Act One, o novo título da Soft Rains, é a prova viva dessa tese, unindo a exploração claustrofóbica e narrativa densa de um Metroid Prime com a satisfação tátil e metódica de um PowerWash Simulator. Ambientado em uma colônia espacial abandonada nos anéis de Saturno, o jogo nos coloca na pele de Dalia, uma personagem com a missão dupla de investigar a catástrofe que varreu o local e, literalmente, limpar a bagunça. Mas se a premissa de esfregar fungos espaciais parece apenas um passatempo relaxante, o pano de fundo é de um profundo e melancólico existencialismo sobre o significado de morrer sozinho. O Estranho Casamento de Gêneros: Tensão e Catarse O que torna Ambrosia Sky tão intrigante é como ele consegue equilibrar a urgência da sobrevivência com a catarse meditativa da limpeza. A colônia, que já foi um lar e centro de pesquisa, está agora infestada por um fungo mortal que contamina cada laboratório, apartamento e fazenda interestelar. Lutar contra esse ecossistema hostil não é feito com armas convencionais, mas sim com um pulverizador químico versátil. Limpar para Sobreviver: O Lado PowerWash A mecânica de limpeza em primeira pessoa é central. Os jogadores precisam ciclar entre tipos de bicos e agentes químicos para combater o fungo. Essa atividade, que em um simulador puro seria relaxante, aqui é carregada de propósito. A limpeza não é um bônus; é o único caminho para avançar na exploração e garantir que Dalia não sucumba à contaminação. É uma representação tátil da luta pela ordem em meio ao caos inevitável. A Solidão do Espaço Profundo e a Exploração Além da limpeza, a jogabilidade abraça a exploração metroidvania. O uso de um cabo de sustentação (tether) para navegar em campos de gravidade instáveis e a busca por notas, registros e evidências do que aconteceu transformam a colônia em um quebra-cabeça ambiental. Dalia não está apenas lavando; ela está atuando como uma arqueóloga forense, examinando cadáveres e unindo os fragmentos de uma comunidade extinta. “O jogo vai muito além de ‘lavar coisas’. É uma jornada sentimental sobre a morte e o peso de confrontar um passado que Dalia preferiria enterrar.” Dalia e os Escaravelhos: Em Busca da Imortalidade O elemento narrativo mais profundo reside no papel de Dalia como uma “Scarab” (Escaravelho), uma espécie de agente funerário e cientista espacial. Os Escaravelhos são membros de uma ordem mística, cuja missão, paradoxalmente, é desafiar a própria morte. Eles não apenas prestam homenagem aos falecidos, mas também coletam amostras biológicas para sequenciar o DNA e estudar formas de reverter a degradação celular humana, pavimentando o caminho para a imortalidade. Essa ambição macrocósmica se choca com a realidade íntima da morte. Dalia é forçada a encarar a tragédia individual: pessoas que morreram sozinhas, a milhares de quilômetros da Terra. A dualidade de seu papel é fascinante: Cientista de Campo: Limpa a contaminação, coleta dados, desvenda o mistério científico. Escaravelho/Agente Funerário: Prepara os corpos, presta o último serviço, carrega o peso emocional da mortalidade alheia. O lema não-oficial da sua ordem sublinha a urgência e o sacrifício: “Onde a catástrofe ataca, Escaravelhos vão.” Por Que Essa Mistura Funciona? Uma Análise do Design Aparentemente, a limpeza sistemática e o terror existencial não deveriam coexistir de forma tão harmoniosa. No entanto, Ambrosia Sky utiliza a mecânica de simulação para aterrar temas etéreos. O ato de limpar e organizar o espaço reflete a tentativa humana de impor ordem à desordem inevitável da morte e do tempo. Analisamos como os elementos de design contribuem para a experiência única: Elemento de Jogo Função Narrativa/Emocional Pulverizador Químico Controle Tátil e Luta contra o Caos (Fungo). Tether (Cabo de Navegação) Vulnerabilidade e Adaptação a um Ambiente Hostil (Gravidade Instável). Notas e Registros Construção de Histórias de Vidas Perdidas (Melancolia). Ritual de Enterro Scarab Confronto Direto com a Mortalidade e Missão Científica. Essa abordagem garante que o jogador nunca se sinta meramente um faxineiro espacial, mas sim um agente essencial que está restaurando a dignidade do espaço, uma gota química de cada vez. Ambrosia Sky: Act One estabelece-se, portanto, como uma obra relativamente inédita, usando a mecânica de simulação para aprofundar, em vez de distrair, sua intensa narrativa de ficção científica.

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Lumines Arise: O Triunfo Sensorial do Jogo de Puzzle Clássico

calendar_today 29/12/2025

Lumines Arise: O Triunfo Sensorial Prova que a Emoção Vence o Fotorrealismo Enquanto a indústria de videogames investe maciçamente em tecnologia para alcançar o fotorrealismo extremo, desenvolvedores como Enhance e Monstars Inc. provam que existe um caminho alternativo—o caminho do impacto emocional. A recente análise de Lumines Arise confirma que a tecnologia, quando aplicada ao design sensorial, pode resultar em uma experiência profunda e cativante. O lançamento de Arise é particularmente significativo, pois marca o retorno de uma franquia que permaneceu adormecida por cerca de uma década. Longe de ser apenas uma atualização gráfica, o título recebeu o que a comunidade chama de “tratamento Tetris Effect”, transformando a base de um clássico de 2004 em uma celebração de criatividade visual e auditiva. É um triunfo sinestésico. A Reinvenção Sinestésica: De Bloco a Cascata de Emoções O que distingue Lumines Arise é a sua ambição de expor o jogador a um estado de fluxo perpétuo. Cada milímetro da tela é banhado por uma cascata de efeitos visuais que respondem diretamente à música e às ações do jogador. Não se trata apenas de reagir, mas de se tornar parte integrante da composição visual e sonora. A experiência oferecida por Lumines Arise não é apenas jogar; é mergulhar em um espetáculo que transforma a mecânica simples de puzzle em arte dinâmica e hipnotizante. A confiança no design sensorial é palpável. Apesar da nova roupagem deslumbrante, a essência do Lumines original permanece intacta. Os desenvolvedores foram inteligentes ao manter o núcleo da jogabilidade, focando a inovação na forma como essa jogabilidade interage com os sentidos. Mecânicas Fundamentais: A Batalha das Cores O conceito central do jogo é elegante e atemporal. O jogador é confrontado com um campo de jogo em grade, onde blocos 2×2 descem do topo. Cada bloco é composto por quatro quadrados, coloridos em um de dois padrões. O objetivo é manipular esses blocos para que quadrados da mesma cor se toquem, formando agrupamentos maiores. Quanto maior o quadrado combinado, mais pontos são gerados. No entanto, a pontuação e a eliminação desses quadrados dependem de um elemento rítmico crucial: a Linha do Tempo. Elemento Descrição da Mecânica Impacto Sensorial Blocos 2×2 Combinação de cores/padrões em grade. Contraste visual e distinção imediata. Linha do Tempo Linha vertical que varre a tela no ritmo da música. Conexão direta entre ação e trilha sonora; fator de pressão rítmica. Combos Formação de quadrados grandes antes da varredura. Explosão de luzes e sons sincronizados com a eliminação. A Corrida Rítmica Contra a Linha do Tempo A Linha do Tempo é o coração pulsante de Lumines. Ela se move da esquerda para a direita em sincronia com o tempo da música. Somente quando essa linha passa sobre os agrupamentos de cores idênticas é que eles são removidos do campo de jogo. Se o campo se encher antes que a Linha do Tempo possa limpar seus combos, o jogo acaba. Isso cria uma tensão única. Não basta apenas montar os blocos; é preciso montar o máximo de combos possível a tempo da próxima passagem. Essa pressão rítmica exige que o jogador internalize o tempo musical, transformando a tomada de decisão em um ato de performance. A união entre música, ritmo e a necessidade estratégica de maximizar o espaço é onde Arise realmente brilha. O Significado Cultural dos Puzzles Sensoriais O sucesso de Lumines Arise, seguindo os passos do aclamado Tetris Effect, sugere uma demanda crescente por jogos que priorizam a experiência imersiva e a sinestesia. Em um mundo de jogos onde a fidelidade gráfica muitas vezes rouba a atenção, títulos como este nos lembram que a verdadeira inovação pode vir da forma como interagimos com o som e a cor. Estes jogos oferecem uma fuga para um estado de fluxo, onde a mente se concentra totalmente na harmonia entre ação e reação sensorial. É uma experiência calmante, apesar da pressão do tempo. Foco no Flow State: A sinergia entre música e mecânica facilita que o jogador entre em um estado de alta concentração. Acessibilidade: A base simples do puzzle torna o jogo acessível, enquanto a camada sensorial adiciona profundidade. Relevância Duradoura: Demonstra que conceitos de gameplay testados (como o de 2004) podem ser revitalizados com sucesso através de uma nova direção artística e sensorial. Conclusão: Um Novo Padrão para Clássicos Revitalizados Lumines Arise não é apenas um sequel, é uma declaração de intenções. Os desenvolvedores provaram que é possível pegar uma base sólida, respeitar suas raízes e elevá-la a novos patamares de excelência sensorial. Ao focar na beleza da abstração e na conexão íntima entre visual, som e jogabilidade, Arise oferece uma experiência encantadora e confiante, garantindo que o legado de Lumines não só continue, mas prospere na era moderna dos games.

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CoD Black Ops 7: Campanha Psicológica e Continuidade em 2035

calendar_today 29/12/2025

Call of Duty: Black Ops 7 – Análise Inicial da Campanha: O Caos de 2035 e a Guerra Psicológica O universo Black Ops sempre se destacou dentro da franquia Call of Duty por sua inclinação a narrativas complexas, distópicas e, muitas vezes, psicologicamente perturbadoras. A análise inicial de Black Ops 7 confirma que a desenvolvedora Treyarch não apenas manteve essa identidade, mas a intensificou, mergulhando os jogadores em um cenário de guerra psicológica ambientado em 2035. Contudo, essa nova experiência vem acompanhada de saltos narrativos ousados que podem confundir até mesmo os fãs mais dedicados. Seguindo o formato que a audiência de CoD exige, a avaliação do título está sendo feita por componentes, refletindo as diferentes experiências que o jogo oferece. Começamos pela campanha, o núcleo narrativo que prometeu reviravoltas alucinatórias. A Campanha Black Ops 7: Surrealismo, Medo e Jogabilidade Inovadora Treyarch tem uma capacidade singular de transformar o shooter militar em algo muito mais experimental. Em Black Ops 7, o tema central é a exploração do medo como arma. O jogador é jogado em uma série de alucinações, locais trippy e cenários bizarros que desafiam a realidade. Isso não é apenas um artifício visual; é uma parte intrínseca da trama. “É um sabor específico de história de Call of Duty que apenas a Treyarch demonstrou ter capacidade de contar. A campanha faz o suficiente para alavancar o potencial de suas narrativas mais psicológicas, enquanto move a jogabilidade satisfatória de tiro para uma nova estrutura.” O que a análise preliminar aponta é que, apesar de alguns tropeços na coerência geral, o jogo consegue inovar na forma como o jogador interage com o ambiente, mesclando o combate frenético com elementos de terror psicológico. O Confuso Salto no Tempo e o Ano de 2035 A decisão mais intrigante da Treyarch reside na cronologia. A campanha de Black Ops 7 se passa confuso 40 anos após os eventos de Black Ops 6 (o título do ano passado) e, crucialmente, 10 anos após o final canônico de Black Ops 2. A narrativa volta a 2035, estabelecendo-se como uma sequência direta de BO2. Este salto sugere que os eventos do jogo anterior foram mais um prelúdio ou uma história colateral do que um avanço direto. O foco em 2035 permite explorar as consequências diretas do final de Black Ops 2, onde o vilão Raul Menendez foi derrotado por David Mason, resultando em um levante global. O mundo pós-Menendez é dominado por conflitos violentos e guerra psicológica. Para preencher esse vácuo de ordem, surge a The Guild, uma megacorporação tecnológica global que assume o papel de “proteger” a humanidade do caos. A presença de uma entidade corporativa com poderes de vigilância adiciona uma camada distópica ao jogo, explorando temas de segurança versus liberdade. O Retorno de David Mason e o Fantasma de Menendez David Mason, protagonista de Black Ops 2, retorna como figura central. Ver os efeitos do final canônico de BO2 através da perspectiva de Mason, uma década depois, é um gancho poderoso para os veteranos da franquia. Ele deve lidar com o legado da violência que seu sucesso gerou. No entanto, a grande reviravolta é o aparente retorno de Raul Menendez. Mesmo com sua morte confirmada em BO2, o trailer e as descrições da trama sugerem que Menendez está de volta, seja como uma alucinação induzida pela guerra psicológica, uma figura de culto, ou uma ressurreição literal. A ambiguidade é a essência do terror que Black Ops 7 tenta infligir. Pontos-Chave da Campanha: O Que a Análise Revela A campanha, apesar de sua estranha posição na linha do tempo, é elogiada por arriscar na narrativa e oferecer uma experiência visualmente distinta. O foco está menos na ação militar tradicional e mais na subversão da mente do jogador. Aspecto Destaque da Revisão Impacto no Jogador Tema Central Guerra psicológica e alucinações. Experiência mais tensa e menos linear. Ambientação 2035 (Pós-BO2). Continuidade direta com a história de Mason e Menendez. Protagonista David Mason retorna. Recompensa narrativa para fãs antigos. Vilão Emergente The Guild (Corporação Tech). Nova ameaça distópica além da geopolítica clássica. Próximos Passos: Zombies e Multiplayer Como de costume, a avaliação completa de um título Call of Duty depende intrinsecamente do desempenho dos seus outros modos. A campanha é apenas uma peça do quebra-cabeça. A expectativa é que o modo Zombies, outra especialidade da Treyarch, receba a mesma dose de inovação e narrativa sombria. O Multiplayer definirá a longevidade e o engajamento da comunidade. Zombies: Promete se integrar ao tema psicológico ou manter a tradição de horror de sobrevivência. Multiplayer: Necessário para justificar o preço total do pacote, e será onde a maioria dos jogadores passará seu tempo. Até que as análises de Zombies e Multiplayer cheguem, Black Ops 7 parece entregar exatamente o que os fãs de Treyarch esperam: uma campanha que exige atenção, desafia a realidade e usa o poder da nostalgia (Mason e Menendez) para impulsionar uma nova era de conflito em 2035.