Jogos parecidos com Metroidvania: 10 que você deve jogar
A sensação de estar perdido em um mundo misterioso, encontrar uma porta trancada, conseguir uma nova habilidade horas depois e finalmente lembrar daquele caminho bloqueado. Esse ciclo viciante de exploração e progresso é a alma dos Metroidvanias clássicos em 2D. No entanto, você não precisa ficar preso ao plano bidimensional para sentir essa mesma adrenalina de descoberta. Existem diversos jogos parecidos com Metroidvania que adotam fórmulas totalmente diferentes, mas mantêm essa essência viva em seu design de fases. Seja explorando uma delegacia infestada de zumbis ou desbravando ruínas alienígenas em terceira pessoa, a filosofia de design de nível focado em bloqueios por habilidades ou chaves contextuais está mais viva do que nunca. Hoje, vamos analisar como grandes títulos modernos roubaram o DNA de Metroid e Castlevania para criar experiências tridimensionais inesquecíveis. O Que Aconteceu: A Expansão Silenciosa de um Gênero Recentemente, a comunidade gamer começou a perceber que a linha que divide os gêneros de videogame está mais tênue do que nunca. O que antes era rotulado estritamente como RPG de ação ou aventura em terceira pessoa, hoje revela suas verdadeiras fundações: mapas interconectados, segredos escondidos e a necessidade constante de revisitar áreas antigas (o famoso backtracking). Jogos aclamados pela crítica não se autodenominam Metroidvanias, mas utilizam suas mecânicas principais de forma brilhante. Essa tendência de design de jogos mostra que o interesse dos jogadores mudou. Em vez de mundos abertos gigantescos e sem vida, repletos de marcadores repetitivos no mapa, o público anseia por mundos densos, compactos e inteligentes. O foco voltou a ser a arquitetura dos cenários e a inteligência do jogador para desvendar caminhos antes inacessíveis. Por Que Isso Importa no Cenário Atual? Compreender essa evolução no level design nos ajuda a valorizar o trabalho dos desenvolvedores modernos. Quando jogamos algo e sentimos aquela familiaridade reconfortante, não é por acaso. É o resultado de escolhas estruturais meticulosas. Essa mistura de gêneros enriquece a indústria, provando que as mecânicas consolidadas na era dos 8 e 16 bits continuam extremamente relevantes na era dos gráficos fotorrealistas. Além disso, para os fãs órfãos de franquias clássicas, descobrir jogos parecidos com Metroidvania disfarçados em outras roupagens é uma excelente forma de reviver aquela sensação de progressão contínua. É a prova de que a alma de um gênero não está presa à sua câmera ou ao seu estilo visual, mas sim às suas regras mecânicas e de navegação. Análise Aprofundada: Títulos Não-Metroidvanias Que Parecem Metroidvanias Para entender como essa mágica funciona na prática, precisamos analisar títulos específicos. Como esses jogos conseguem evocar o mesmo sentimento de exploração de Super Metroid sem necessariamente serem plataformas 2D? Vamos detalhar alguns dos maiores exemplos do mercado: 1. Dark Souls e a Arquitetura de Lordran Embora seja frequentemente classificado como um RPG de ação extremamente difícil, o primeiro Dark Souls possui um dos designs de mundo mais próximos de um Metroidvania já criados em 3D. O reino de Lordran é um labirinto vertical totalmente interconectado. Em vez de obter novas habilidades físicas para abrir caminhos, o jogador destrava atalhos físicos e chaves que conectam áreas distantes de forma brilhante. A sensação de abrir uma porta e perceber que você voltou ao santuário inicial é idêntica à de encontrar um elevador secreto em Zebes. 2. Resident Evil 2 (Remake) e o Puzzle Box da RPD A delegacia de polícia de Raccoon City é, essencialmente, um micro-Metroidvania tridimensional. No início, você tem acesso a pouquíssimas salas. Conforme encontra as chaves de naipes (copas, espadas, paus e ouros), manivelas e componentes eletrônicos, o mapa se abre gradativamente. O vai e vem constante pelos corredores claustrofóbicos, gerenciando recursos e evitando inimigos que você já encontrou antes, replica perfeitamente o loop de jogabilidade clássico do gênero de exploração. 3. Control e o Prédio Mais Antigo No papel de Jesse Faden, você explora a sede do Departamento Federal de Controle. O jogo se passa inteiramente dentro de um único edifício brutalista que desafia as leis da física. Aqui, a progressão é puramente baseada em habilidades (utility-gated progression). Você precisa adquirir poderes como telecinésia, levitação e esquiva rápida para acessar novos setores do prédio e coletar cartões de acesso de níveis mais altos. É um Metroidvania legítimo em tudo, menos no nome. “O backtracking inteligente não deve ser visto como uma forma de esticar a duração do jogo, mas sim como uma oportunidade de fazer o jogador enxergar um ambiente familiar com novos olhos e novas ferramentas.” — Especialistas em Level Design Para ilustrar melhor as semelhanças e diferenças entre esses estilos de jogos parecidos com Metroidvania, preparamos a tabela comparativa abaixo: Título do Jogo Gênero Oficial Mecânica de Metroidvania Utilizada Nível de Semelhança (1-5) Dark Souls RPG de Ação / Soulslike Mundo interconectado e atalhos geográficos ⭐⭐⭐⭐⭐ Resident Evil 2 Survival Horror Progressão por chaves e backtracking denso ⭐⭐⭐⭐ Control Ação e Aventura / Sci-Fi Bloqueio por habilidades (Levitação, Dash) ⭐⭐⭐⭐⭐ Batman: Arkham Asylum Ação / Aventura Gadgets que abrem novas áreas na ilha ⭐⭐⭐⭐⭐ Death’s Door Ação Isométrica Feitiços usados como chaves no cenário ⭐⭐⭐⭐ 4. Batman: Arkham Asylum e a Ilha dos Segredos Ao contrário de seus sucessores de mundo aberto, Arkham Asylum limitou o Homem-Morcego a um complexo hospitalar claustrofóbico. Conforme você resgata funcionários e derrota vilões, ganha acesso a novos equipamentos, como o arpéu aprimorado, o gel explosivo e o sequenciador criptográfico. Retornar às primeiras alas do hospício para explodir paredes antes indestrutíveis e coletar os troféus do Charada é uma experiência puramente inspirada no melhor que o estilo Metroidvania tem a oferecer. O Que Esperar: O Futuro da Fusão de Gêneros À medida que as tecnologias de desenvolvimento avançam, a tendência é que vejamos cada vez mais experiências híbridas. O público gamer saturou-se de mapas gigantescos cheios de pontos de interesse vazios. A busca atual é pela qualidade de espaço sobre a quantidade de território. Estúdios independentes e de grande porte estão percebendo que a satisfação de resolver um mapa complexo supera a de apenas caminhar em linha reta por quilômetros de floresta gerada proceduralmente. Podemos
