Jogos Soulslike para evitar: 10 títulos que você deve pular
Por Oliver A. - Publicado em 20/05/2026
Se você é apaixonado por combates punitivos, exploração de cenários interconectados e lutas monumentais contra chefes, certamente já se aventurou pelo vasto mundo inspirado pelas obras da FromSoftware. O sucesso avassalador de títulos como Elden Ring e Bloodborne transformou a indústria, gerando uma onda interminável de clones e homenagens. No entanto, nem todo estúdio possui a precisão cirúrgica necessária para equilibrar frustração e recompensa. O resultado? Uma enxurrada de cópias baratas e frustrantes. Para ajudar você a poupar seu tempo e dinheiro, analisamos os piores caminhos desse gênero e destacamos os jogos soulslike para evitar a todo custo na sua próxima busca por desafios.
O Que Aconteceu: A Saturação do Gênero Soulslike
Recentemente, a comunidade gamer acendeu um debate necessário sobre a saturação dos jogos inspirados na fórmula de Hidetaka Miyazaki. Portais de autoridade internacional, como o DualShockers, publicaram listas expondo títulos que falham miseravelmente em capturar a essência da franquia Souls. Essa reação ocorre em um momento crítico: o mercado está inundado de produções independentes e de médio orçamento (AA) que utilizam a etiqueta “soulslike” apenas como uma estratégia de marketing atraente.
O grande problema é que criar um bom jogo desse estilo vai muito além de incluir uma barra de stamina, inimigos que renascem em fogueiras e uma dificuldade artificialmente elevada. Exige um design de níveis genial, detecção de colisão (hitboxes) milimétrica e, acima de tudo, um combate que pareça justo. Quando esses elementos falham, a experiência deixa de ser um desafio recompensador e se torna um exercício de pura irritação burocrática.
Por Que Isso Importa: O Custo Físico e Financeiro dos Clones Ruins
Tempo é o recurso mais valioso de um jogador moderno. Dedicar 30 ou 40 horas a um RPG de ação que não respeita o seu tempo é uma experiência desanimadora. Além disso, com os preços dos jogos atingindo patamares históricos no Brasil, investir em um título medíocre pode causar um verdadeiro arrependimento financeiro. Identificar quais são os jogos soulslike para evitar ajuda a manter o foco em produções que realmente trazem inovação ou polimento técnico impecável, como o aclamado Lies of P ou o inovador Nioh.
“A linha que separa a dificuldade brilhante da pura injustiça de design é extremamente tênue. Muitos desenvolvedores copiam a punição, mas esquecem de copiar a justiça do aprendizado.”
Quando um jogo pune o jogador por causa de falhas técnicas, câmeras problemáticas ou atrasos de comando (input lag), o ciclo de feedback de aprendizado se quebra. É por isso que discutir os fracassos do gênero é tão vital para manter a barra de qualidade lá em cima.
Análise Aprofundada: Os Erros Críticos dos Piores Soulslikes
Para entender o que torna um soulslike ruim, precisamos olhar de perto para os elementos técnicos. A maioria das produções que falham apresentam os mesmos sintomas: movimentação pesada sem inércia realista, inimigos com rastreamento de ataques exagerado (o famoso ‘tracking’ que faz o oponente girar no próprio eixo no meio do ar) e cenários vazios que tentam emular a solidão de Dark Souls, mas transmitem apenas tédio.
Abaixo, detalhamos uma tabela comparativa com alguns dos exemplos mais notórios de jogos que tentaram surfar nessa onda, mas acabaram afundando na praia das críticas negativas:
| Jogo | Principal Problema | Por Que Evitar? |
|---|---|---|
| Dolmen | Combate travado e mistura falha de ficção científica. | Armas de fogo inúteis e combate corpo a corpo sem impacto físico real. |
| Lords of the Fallen (2014) | Movimentação excessivamente lenta e pesada. | Personagem parece se mover embaixo d’água; sensação constante de fadiga. |
| Immortal: Unchained | Tentativa frustrada de misturar soulslike com shooter em terceira pessoa. | Inimigos com mira perfeita à distância geram mortes irritantes e inevitáveis. |
| Slashy Souls | Adaptação mobile desastrosa e sem propósito. | Controles touchscreen horrorosos que desonram o nome da franquia Dark Souls. |
O Caso Dolmen: Ficção Científica sem Alma
Anunciado como uma promissora fusão de horror cósmico com RPG de ação, Dolmen falhou em praticamente todos os aspectos mecânicos. O jogo tenta forçar uma dinâmica de alternância entre combate corpo a corpo e armas de longo alcance, mas a transição é desajeitada e a gestão de energia sabota a diversão. Em vez de criar tensão, o jogo gera um tédio profundo devido ao design genérico de seus corredores espaciais.
Lords of the Fallen (2014): O Pioneiro dos Erros
Embora a versão lançada em 2023 tenha trazido melhorias significativas e uma atmosfera incrível, o jogo original de 2014 continua sendo um dos maiores exemplos de jogos soulslike para evitar. A física do peso da armadura foi levada a um extremo ridículo. Jogar com classes pesadas parece uma punição constante, onde cada esquiva consome uma eternidade, deixando o jogador vulnerável a ataques injustos de chefes repetitivos e com barras de vida infladas de forma artificial.
Mecânicas de Combate Quebradas: O Terror da Hitbox
Outro fator gritante que arruína essas experiências é a falta de polimento nas caixas de colisão (hitboxes). Em um jogo de alto nível, se uma espada passa a um milímetro do seu braço, você não deve receber dano. Em clones de baixo orçamento, muitas vezes o jogador é atingido mesmo estando claramente fora do alcance visual do ataque. Essa inconsistência destrói a confiança do jogador no sistema de regras do universo virtual.
O Que Esperar: O Futuro do Gênero e o Filtro Natural do Mercado
A boa notícia é que o público gamer está se tornando cada vez mais exigente. A época em que qualquer jogo com atmosfera sombria e dificuldade elevada vendia milhões apenas pelo hype acabou. Os jogadores agora sabem diferenciar um desafio inteligente de um jogo simplesmente mal programado. A tendência para os próximos anos é que apenas projetos com forte identidade visual e mecânicas refinadas consigam se destacar.
Estúdios independentes estão percebendo que, em vez de copiar diretamente a FromSoftware, o caminho para o sucesso reside em adicionar temperos únicos à fórmula. Títulos que misturam metroidvania, elementos de plataforma ou estéticas artísticas radicalmente diferentes (como o colorido Another Crab’s Treasure) mostram que o gênero ainda tem lenha para queimar, desde que abandone a cópia preguiçosa.
Conclusão: Jogue com Sabedoria
Explorar novos mundos e testar seus limites é a grande magia do universo dos RPGs de ação de alta dificuldade. No entanto, sua jornada não precisa ser preenchida por frustrações causadas por mau desenvolvimento de software. Ao conhecer os principais jogos soulslike para evitar, você protege seu bolso e garante que suas horas de gameplay sejam gastas com obras de arte que realmente recompensam sua resiliência e habilidade. Pesquise gameplays antes de comprar, leia análises técnicas e não se deixe enganar por trailers cinemáticos imponentes que escondem jogabilidades truncadas.
Perguntas Frequentes
O que define um jogo como ‘Soulslike’?
São jogos de RPG de ação caracterizados por alta dificuldade, perda de recursos ao morrer (que podem ser recuperados se você voltar ao local da morte), combate baseado em padrões de ataque, gerenciamento de stamina e narrativa fragmentada contada através de cenários e itens.
Por que existem tantos jogos soulslike ruins no mercado atualmente?
Muitas desenvolvedoras tentam capitalizar em cima da popularidade extrema do gênero criado pela FromSoftware, mas economizam no polimento técnico, resultando em hitboxes imprecisas, dificuldade desequilibrada e falta de criatividade no design de fases.
O novo Lords of the Fallen (2023) também deve ser evitado?
Não. Apesar do jogo original de 2014 ser um clássico exemplo de jogo a ser evitado, o reboot de 2023 corrigiu a maioria dos problemas do antecessor, apresentando um combate muito mais ágil, visuais deslumbrantes com Unreal Engine 5 e uma mecânica de transição de mundos fascinante.
Qual é o maior sinal de alerta de que um soulslike não vale a pena?
O sinal mais claro é a falta de feedback de impacto no combate. Se você golpeia um inimigo e parece que está cortando o vento, ou se a esquiva possui atraso perceptível de comando (input lag), o jogo provavelmente carece do polimento necessário para ser divertido.
Existem bons soulslikes desenvolvidos por estúdios que não são a FromSoftware?
Com certeza. Títulos excelentes como Lies of P, a franquia Nioh, The Surge 2, Remnant 2 e o indie Hollow Knight (que adota vários elementos da fórmula) provam que outras empresas conseguem criar experiências brilhantes dentro do gênero.
Oliver A.
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