Review Reanimal: Vale a Pena o Novo Jogo da Tarsier Studios?

Por Oliver A. - Publicado em 11/02/2026

A expectativa em torno de Reanimal era, no mínimo, colossal. Quando a Tarsier Studios, a mente criativa por trás dos dois primeiros Little Nightmares, anunciou que estava seguindo um caminho independente da Bandai Namco (que detém os direitos da franquia original), o mundo dos jogos de terror parou. Afinal, estávamos prestes a ver a ‘alma’ de Little Nightmares em um novo corpo. No entanto, as primeiras impressões e análises sugerem que a transição não foi tão triunfante quanto os fãs esperavam.

O gênero de horror cinematográfico em 2.5D tornou-se um nicho disputado, e a Tarsier ajudou a definir as regras desse jogo: atmosfera opressora, narrativa ambiental silenciosa e designs de criaturas que parecem saídos de pesadelos febris. Com Reanimal, a promessa era elevar esse patamar. Mas, ao que tudo indica, o estúdio pode ter ficado preso na própria fórmula que ajudou a criar, entregando uma experiência que muitos críticos estão chamando de ‘comum’ ou ‘pouco memorável’ em comparação aos seus antecessores espirituais.

O Que Aconteceu: O Lançamento de Reanimal e a Recepção da Crítica

Reanimal foi apresentado como o sucessor sombrio e visceral de Little Nightmares. O jogo coloca os jogadores no controle de dois irmãos — um menino e uma menina — que precisam navegar por uma ilha infernal para resgatar seus amigos desaparecidos. Desde o primeiro trailer, o DNA da Tarsier era inconfundível: a escala desproporcional do mundo, a iluminação melancólica e os monstros grotescos que misturam traços humanos e animais de forma perturbadora.

Recentemente, com a quebra do embargo de críticas, o veredito começou a surgir. Portais como o Kotaku descreveram o título como um ‘sucessor comum’. O problema central apontado não é a falta de qualidade técnica, mas sim a falta de inovação. Reanimal parece seguir à risca o manual de instruções deixado por Little Nightmares, sem arriscar novas mecânicas ou uma identidade visual que o distancie o suficiente para ser considerado uma evolução real.

Embora a jogabilidade cooperativa tenha sido um dos pontos de destaque — permitindo que dois jogadores enfrentem os terrores juntos, seja localmente ou online — a estrutura dos quebra-cabeças e as sequências de perseguição parecem ecoar momentos que já vivemos anos atrás. Para um estúdio conhecido por sua audácia visual, a sensação de ‘mais do mesmo’ pesou negativamente nas primeiras avaliações.

Por Que Isso Importa: O Divórcio Criativo e a Guerra dos Sucessores

Para entender a importância de Reanimal, precisamos olhar para os bastidores da indústria. A Tarsier Studios foi adquirida pelo Embracer Group, enquanto a propriedade intelectual Little Nightmares permaneceu com a Bandai Namco. Isso criou uma situação curiosa no mercado: teremos Little Nightmares 3 (desenvolvido pela Supermassive Games, de Until Dawn) e Reanimal (feito pelos criadores originais).

“Reanimal é o teste definitivo para a Tarsier Studios: eles podem manter a magia viva sem o nome que os tornou famosos?”

Esta disputa é vital por vários motivos:

  • Identidade de Marca vs. DNA Criativo: O público seguirá a franquia oficial ou os desenvolvedores originais?
  • Saturação do Gênero: O horror de plataforma ‘hide-and-seek’ está chegando ao seu limite de inovação?
  • Independência Artística: Reanimal é a chance da Tarsier ser mais sombria e adulta, livre das amarras de uma IP estabelecida.

Se Reanimal falha em se destacar, isso pode sinalizar que a fórmula de Little Nightmares precisa de uma reinvenção drástica, e não apenas de uma ‘nova roupagem’ com animais grotescos. A relevância aqui reside no fato de que o mercado de jogos independentes de alto orçamento (AA) está cada vez mais exigente, e a nostalgia por si só pode não ser suficiente para sustentar um novo lançamento.

Análise Aprofundada: Onde Reanimal Acerta e Onde Escorrega

Ao mergulharmos na análise de Reanimal, percebemos que o jogo é uma faca de dois gumes. Por um lado, a direção de arte continua sendo o ponto mais forte da Tarsier. Os designs das criaturas são, sem dúvida, mais perturbadores do que qualquer coisa vista anteriormente. Há um uso visceral de texturas que evocam repulsa, e a iluminação cria um senso de pavor constante.

Abaixo, preparamos uma tabela comparativa para ilustrar as principais diferenças e semelhanças entre a nova aposta e a franquia anterior:

Recurso Little Nightmares (I & II) Reanimal
Protagonistas Six / Mono (Solitários) Irmão e Irmã (Cooperativo)
Tom Surrealista e Onírico Visceral, Corporal e ‘Sujo’
Foco da Narrativa Fuga e Mistério Resgate e Exploração de Trauma
Inovação Mecânica Alta para a época Moderada / Conservadora

A jogabilidade co-op é a maior adição. Jogar com um amigo muda a dinâmica do horror; o isolamento dá lugar à coordenação. No entanto, muitos críticos notaram que isso dilui o medo. Onde Little Nightmares brilhava ao fazer o jogador se sentir pequeno e vulnerável, Reanimal às vezes parece um jogo de quebra-cabeça padrão onde o horror é apenas o pano de fundo, e não a mecânica central.

Outro ponto crítico é o ritmo. Reanimal tenta ser mais épico, com ambientes maiores e transições mais longas. Contudo, essa escala expandida às vezes resulta em momentos de ‘enchimento’, onde o jogador apenas caminha por cenários bonitos, mas vazios de interação significativa. A economia narrativa de Little Nightmares, onde cada centímetro do cenário contava uma história, parece ter se diluído um pouco aqui.

O Que Esperar: O Futuro do Horror Cooperativo

Apesar das críticas sobre ser um ‘sucessor comum’, Reanimal ainda tem um público fiel garantido. Aqueles que não se cansam da estética de pesadelo da Tarsier encontrarão muito o que amar. Mas o que isso significa para o futuro? Esperamos que o estúdio use o feedback inicial para ajustar a dificuldade e talvez adicionar camadas de profundidade através de atualizações ou DLCs.

O impacto real será sentido quando Little Nightmares 3 chegar ao mercado. Se a Supermassive Games conseguir inovar mais do que a Tarsier fez com Reanimal, teremos uma inversão irônica de papéis: o ‘clone’ superando o ‘criador’. Por outro lado, se ambos os jogos forem excessivamente similares, o gênero pode enfrentar uma fadiga rápida.

Os jogadores podem esperar uma experiência polida, visualmente deslumbrante, mas que talvez não mude suas vidas. É um jogo seguro. Em uma indústria que muitas vezes castiga o risco, a Tarsier escolheu o conforto do que já conhece, o que é compreensível, mas decepcionante para quem buscava a próxima revolução no horror indie.

Conclusão: Reanimal é um Passo à Frente ou um Passo para o Lado?

Concluindo esta análise de Reanimal, fica claro que o título é uma obra de artesanato técnico impecável, mas com uma alma que parece repetitiva. A Tarsier Studios provou que ainda é mestre em criar mundos desconfortáveis e monstros que ficam gravados na memória. No entanto, ao não se distanciar o suficiente de Little Nightmares, o jogo acaba sendo julgado por uma régua muito alta — uma régua que ele mesmo ajudou a construir.

Para o fã ávido por horror, Reanimal é uma compra obrigatória apenas pela beleza (ou feiura) de seu mundo. Para o jogador casual, talvez seja melhor esperar por uma promoção ou ver como a concorrência se comporta. O título não é ruim; ele é apenas, como dizem as críticas, ‘comum’ dentro de um gênero que ele próprio ajudou a fundar. A lição que fica é que, no mundo dos jogos, às vezes ser fiel demais às suas raízes pode impedir que você alcance novos patamares.

Perguntas Frequentes

O que é o jogo Reanimal?

Reanimal é um jogo de aventura e horror em 2.5D desenvolvido pela Tarsier Studios, os criadores originais da famosa série Little Nightmares.

Reanimal é uma continuação de Little Nightmares?

Não oficialmente. Ele é considerado um ‘sucessor espiritual’, já que a marca Little Nightmares pertence à Bandai Namco e Reanimal é uma nova propriedade intelectual da Tarsier.

O jogo possui modo cooperativo?

Sim, um dos grandes diferenciais de Reanimal é a possibilidade de jogar a campanha inteira em modo cooperativo local ou online para dois jogadores.

Em quais plataformas Reanimal está disponível?

O jogo foi desenvolvido para as plataformas de nova geração, incluindo PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC (via Steam e Epic Games Store).

Por que as notas e reviews de Reanimal estão mistas?

A principal crítica é que o jogo não inova o suficiente em relação a Little Nightmares, mantendo mecânicas e estruturas de puzzles muito parecidas com o que já foi visto antes.

Preciso jogar Little Nightmares para entender Reanimal?

Não. Embora compartilhem o mesmo estilo visual e de jogabilidade, as histórias são completamente independentes e não possuem ligação narrativa direta.

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Oliver A.

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