Diablo 2: Resurrected Recebe DLC com Bruxo e Loot Filter
Por Oliver A. - Publicado em 11/02/2026
Para os fãs veteranos que cresceram explorando as profundezas de Santuário, o tempo parece passar de forma diferente. Diablo 2, um título que definiu o gênero ARPG, continua vivo na memória e nos servidores de milhares de jogadores ao redor do globo. No aniversário de 30 anos da franquia Diablo, a Blizzard decidiu sacudir as estruturas da comunidade com um anúncio inesperado: a chegada de um conteúdo adicional robusto para Diablo 2: Resurrected. A expansão, intitulada Reign of the Warlock, não traz apenas uma nova classe, mas resolve problemas que os jogadores tentam contornar há mais de duas décadas.
O Que Aconteceu: Reign of the Warlock e as Novidades
A Blizzard revelou oficialmente que o DLC Reign of the Warlock está disponível a partir de hoje pelo valor de US$ 25 (aproximadamente R$ 130 em conversão direta, variando por região). O grande destaque é, sem dúvida, a introdução do Bruxo (Warlock), a primeira classe inédita adicionada ao ecossistema de Diablo 2 em muitos anos. Diferente do Necromante, que foca na ressurreição de mortos, o Bruxo utiliza demônios invocados tanto para o combate direto quanto como combustível para bônus temporários, através de um sistema de sacrifício.
Entretanto, o que realmente causou um frenesi nas redes sociais não foi apenas a nova classe, mas a inclusão de funcionalidades de qualidade de vida (QoL) que a comunidade pedia desde o lançamento original no início dos anos 2000. O DLC adiciona um filtro de loot oficial e abas de baú (stash tabs) expandidas. Essas ferramentas permitem que os jogadores gerenciem a imensa quantidade de itens que caem dos inimigos de forma muito mais eficiente, eliminando a poluição visual na tela.
“A inclusão de um filtro de loot nativo é um divisor de águas. Passamos décadas usando ferramentas de terceiros e correndo riscos desnecessários apenas para conseguir enxergar os itens que realmente importam.”
Por Que Isso Importa: O Fim da Era dos Mods Externos?
Durante vinte anos, os jogadores mais dedicados de Diablo 2 recorreram a modificações (mods) para tornar o jogo minimamente gerenciável em termos de inventário. O filtro de loot é uma ferramenta que oculta itens de baixo valor (como poções inferiores ou itens brancos sem utilidade) e destaca itens raros, runas de alto nível e bases de itens desejadas. Sem isso, em níveis de dificuldade elevados como o Hell, a tela fica literalmente coberta de nomes, impedindo a visualização dos monstros e do próprio personagem.
Ao oficializar o filtro de loot, a Blizzard não apenas valida uma necessidade da comunidade, mas também oferece uma camada de segurança. Muitos jogadores temiam ser banidos ao utilizar programas externos em Diablo 2: Resurrected. Agora, com a integração oficial, o sistema permite inclusive que os jogadores criem, compartilhem e baixem filtros personalizados de outros membros da comunidade, criando um ecossistema colaborativo dentro do próprio cliente de jogo.
Análise Aprofundada: O Custo da Nostalgia e a Nova Classe
Embora as adições sejam bem-vindas, o preço de US$ 25 gerou debates acalorados. Estamos falando de um valor considerável para um conteúdo focado em um remaster de um jogo antigo. A Blizzard parece estar testando a disposição financeira de sua base de fãs mais leal. Abaixo, detalhamos as principais mudanças que o DLC traz para o jogo:
| Funcionalidade | Descrição | Impacto no Gameplay |
|---|---|---|
| Classe Bruxo | Uso de demônios e mecânica de sacrifício. | Alta versatilidade e nova árvore de habilidades. |
| Filtro de Loot | Sistema nativo de ocultação/destaque de itens. | Redução drástica do cansaço visual e otimização de farm. |
| Baú Expandido | Novas abas para armazenamento de itens. | Facilita o acúmulo de itens para diferentes personagens (mules). |
| Compartilhamento | Importação de filtros criados pela comunidade. | Democratização das melhores configurações de loot. |
O Bruxo parece ser uma resposta ao desejo de uma jogabilidade mais dinâmica. Enquanto o Necromante costuma ter um estilo de jogo mais passivo, o Bruxo exige que o jogador gerencie constantemente o tempo de vida de seus demônios. Sacrificar uma criatura no momento certo pode garantir um aumento massivo de resistência ou dano elemental, o que deve criar builds complexas para o endgame, especialmente nas Terror Zones.
O Que Esperar: O Futuro de Diablo 2: Resurrected
Com este lançamento, a Blizzard sinaliza que Diablo 2: Resurrected não é apenas um projeto de preservação histórica, mas um produto vivo. Isso abre um precedente interessante: se o DLC Reign of the Warlock for um sucesso comercial, poderemos ver mais expansões de nicho no futuro. Talvez novos atos, novos chefes ou até mais classes que nunca chegaram à versão original.
Por outro lado, a recepção ao modelo de cobrança por funções de qualidade de vida será determinante. Parte da comunidade argumenta que filtros de loot e abas de baú deveriam ser atualizações gratuitas, enquanto a nova classe seria o único item pago. A forma como a Blizzard equilibrará o feedback dos fãs influenciará diretamente a longevidade do jogo frente a concorrentes modernos e ao próprio Diablo 4.
Impacto nas Escadas (Ladder Seasons)
A introdução do Bruxo deve mudar drasticamente o meta das próximas temporadas de Ladder. Jogadores profissionais e streamers já estão analisando como as habilidades de sacrifício podem acelerar o farm do chefe Baal ou facilitar a limpeza do Chaos Sanctuary. A capacidade de filtrar itens instantaneamente também dará uma vantagem competitiva clara para quem adquirir o DLC, permitindo sessões de jogo mais rápidas e produtivas.
Conclusão
O DLC Reign of the Warlock é um momento agridoce para muitos. É emocionante ver Diablo 2: Resurrected recebendo atenção oficial e recursos que transformam a experiência de jogo, tornando-a muito mais fluida e moderna. A classe Bruxo injeta um ar de novidade em um ambiente que muitos já conhecem de cor.
No entanto, o preço de US$ 25 para funções que eram supridas por mods gratuitos pode afastar uma parcela dos jogadores. No fim das contas, para quem ainda dedica centenas de horas anuais ao Santuário, o investimento parece justificável pela conveniência e pelo novo conteúdo. Resta saber se este é o primeiro de muitos capítulos novos para o clássico ou apenas uma comemoração pontual de aniversário.
Perguntas Frequentes
Quanto custa o DLC Reign of the Warlock?
O conteúdo adicional custa US$ 25. No Brasil, o preço segue a conversão regional da Battle.net, geralmente ajustada para a realidade do mercado local.
O filtro de loot estará disponível para quem não comprar o DLC?
Até o momento, a Blizzard indicou que o filtro de loot nativo e as abas extras de baú fazem parte do pacote pago Reign of the Warlock.
Como funciona a nova classe Bruxo?
O Bruxo foca em invocar demônios que podem ser usados para atacar ou sacrificados para conceder buffs poderosos ao personagem, diferenciando-se do estilo de jogo do Necromante.
Posso compartilhar meus filtros de loot com outros jogadores?
Sim, uma das novas funcionalidades permite que os jogadores criem scripts de filtro e os compartilhem dentro do jogo, facilitando o uso para quem não quer configurar manualmente.
O DLC adiciona novos atos ou missões à história?
O foco principal deste DLC é a nova classe e as melhorias técnicas. Não foram anunciados novos mapas ou atos de história nesta atualização específica.
O Bruxo estará disponível em todas as plataformas?
Sim, o DLC Reign of the Warlock foi lançado simultaneamente para PC, PlayStation, Xbox e Nintendo Switch, mantendo a paridade entre as versões.
Oliver A.
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